Tour Paço Municipal – Praça IV Centenário e entorno

É no Paço Municipal de Santo André que estão situadas as sedes dos três poderes do município: a Prefeitura Municipal (Executivo), a Câmara Municipal (Legislativo) e o Fórum de Santo André (Judiciário), junto a diversas localidades importantes nos arredores.

O local era antes formado pela Chácara Bastos, comprada em 1890 pela família de mesmo sobrenome, até que em 1922 a área foi loteada e apenas o edifício-sede foi mantido em pé. Foi então que no início dos anos 1940 (devido às demandas geradas desde a década anterior pelo crescimento populacional e pelo desenvolvimento econômico da região) surgiu a ideia de desapropriar o loteamento, o que ocorreu em 1948.

Com esse processo, a posse do loteamento passou a ser da Prefeitura de Santo André, que a transformou na Praça IV Centenário – inaugurada no dia 8 de abril de 1953, junto das comemorações dos 400 anos de existência da Vila de Santo André da Borda do Campo: a ideia era construir um Centro Cívico centralizado.

Foi então que essa ideia se concretizou a partir de um concurso lançado no ano de 1964, cujo vencedor foi o projeto elaborado por importantes nomes da arquitetura: os arquitetos Rino Levi, Roberto Cerqueira Cesar e Luis Roberto Carvalho Franco, além do paisagismo projetado por Roberto Burle Marx. Dos edifícios, apenas o Fórum foi construído posteriormente, sendo inaugurado ainda nos anos 1960, através do projeto de Jorge Bonfim, que seguiu o estilo arquitetônico das edificações ali localizadas.

O resultado foi um belo e importante complexo da arquitetura moderna paulista reconhecido como Patrimônio Cultural pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) desde 2013, para homenagear o legado do arquiteto Rino Levi – um dos nomes mais relevantes do modernismo brasileiro – que faleceu em setembro de 1965, além de fazer parte dos processos de transformação e modernização do Estado de São Paulo na segunda metade do século XX. O Paço Municipal foi o segundo bem de Santo André a ser reconhecido pela instituição, sendo o primeiro a Vila Ferroviária de Paranapiacaba, em 1987.

Poucos anos depois, em 2016, o Centro Cívico de Santo André foi tombado também pelo COMDEPHAAPASA (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André), devido à sua dimensão histórica e arquitetônica, além de seu valor imaterial e simbólico para a comunidade andreense.

Destacam-se no Centro Cívico, além do reconhecido patrimônio arquitetônico, o espelho d’água, os jardins e mosaicos que revestem o piso de toda área externa do Centro Cívico, o Monumento ao Trabalhador – de Tomie Ohtake, o Painel Mural em concreto, que se encontra no saguão do Teatro e a Tapeçaria localizada no 9º andar do edifício do Executivo, ambos autoria de Roberto Burle Marx.

“Localizado em zona industrial de grande densidade demográfica, num terreno de 110.000 m², o Centro obedece a critérios de interesse público pouco comuns naquela região junto à cidade de São Paulo.
Além do jardim e do empedrado, Roberto Burle Marx projetou três painéis de concreto aparente, bem como esculturas de 16 m para o lago e uma tapeçaria (3,5 x 26 m, que está no último piso do edifício sede.
O empedrado tem uma história referente ao seu emprego em diversas cidades de tradição luso-brasileira, conforme já foi notado. Porém, é de se acentuar que Santo André da Borda do Campo figura entre os primeiros, senão o primeiro núcleo populacional ibero-brasileiro.
O ondulado que aparece nas calçadas de Copacabana, no Rio de Janeiro, tem outra geometria que induz a ilusão de ótica. Em Santo André, as pedras multifacetadas se travam e definem um desenho mais chapado” (Motta, Flavio Lichtenfels. São Paulo: Nobel, 1983).

Para obter mais detalhes sobre o processo de tombamento do Paço Municipal pelo CONDEPHAAT, clique aqui

Conheça também o Roteiro Histórico Cultural (City Tour Cultural).

ACISA (antigo Hotel Cavalo Branco)

A Associação Comercial e Industrial de Santo André – ACISA foi fundada em 13 de fevereiro de 1938, em reunião na sede do E.C. Corinthians de São Bernardo. Nasceu em São Bernardo, porque era o município único em 1938. 

Biblioteca Nair Lacerda

Oferece espaços para leitura e pesquisa de livros, jornais e revistas e busca promover o enriquecimento cultural da comunidade pelo empréstimo de itens que compõem seu acervo de livros, gibis, material multimídia e Braille.  

Centro Cívico – Câmara Municipal de Santo André (Legislativo) 

Na década de 1960 foi retomada a ideia de construir o Centro Cívico da cidade. A praça foi escolhida para tanto. O projeto selecionado foi o de Rino Levi, e o paisagismo, de Roberto Burle Marx. 

Centro Cívico – Fórum de Santo André (Judiciário)

O prédio do Fórum de Santo André, que não faz parte do projeto inicial, foi idealizado pelo arquiteto Jorge Bonfim, respeitando o estilo das demais construções, e inaugurado ainda nos anos 70.

Centro Cívico – Prefeitura Municipal de Santo André (Executivo)

O Paço é o segundo monumento tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado de São Paulo (Condephaat).

Chácara Mimosa

Último exemplar de uma série de chácaras existentes no centro da cidade desde o final do século XIX e o início do século XX. Atualmente a sede da chácara é de propriedade do Clube Primeiro de Maio Futebol Clube. Mantém-se características do antigo casarão.

Obra Tomie Ohtake 

A escultura possui forma de fita e presta uma homenagem à classe trabalhadora de Santo André. Ela possui 12 metros de altura, 15 toneladas, comprimento desenvolvido de 28 metros e largura média da fita de 2,5 metros.

Praça dos Correios e Marco Zero

A Praça dos Correios reúne a Agência Central dos Correios, o Marco Zero da cidade e o prédio do  Colégio Américo Brasiliense referências para os moradores e visitantes. 

Américo Brasiliense

Primeiro Ginásio de Santo André construído pelo Governo do Estado e inaugurado em 1962 pelo Governador Carvalho Pinto. 

Salão de Arte Contemporânea – Luiz Sacilotto 

Promove anualmente chamadas de para exposição de artes visuais. As exposições destinam-se a reunir trabalhos contemporâneos. Além da exposição de Artes Visuais, o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto.

Sede Jornal Diário do Grande ABC

Data de inauguração: 1975. Mural na fachada frontal esquerda do edifício, composto por baixos e altos relevos, em alvenaria, pintado na cor ocre claro. O artista criou uma composição a partir das letras A, B e C, em alusão ao nome do jornal. 

Tapeçaria – Roberto Burle Marx

Inaugurada em 1969, restaurada em 2006. A tapeçaria medindo 26,36m de comprimento por 3,27m de altura, realizada em duas partes, em tear manual. Tecida na indústria Tapeçaria Manual, unidade da Tecelagem Parahyba de São José dos Campos (SP). 

Teatro Municipal Flávio Florence

O Teatro Municipal de Santo André passou por uma alteração de nome e agora homenageia o maestro Flavio Florence, que regeu a Orquestra Sinfônica Municipal (OSSA – Orquestra Sinfônica de Santo André) durante 20 anos.

Tríptico e Saguão do Teatro

Inaugurado entre 1970 e 1971, a obra é um conjunto de três painéis de concreto aparente, em alto e baixo relevo. A obra apresenta formas geométricas, listras e formas sinuosas.Os murais foram encomendados pela Prefeitura, junto com a tapeçaria do Salão Nobre e os jardins do Paço Municipal.

Villa Rosa

Informações: Residência construída e habitada por Ângelo Vezzá e sua família, cujo nome homenageia sua esposa e sua filha. Imigrante italiano, Ângelo chegou à cidade em 1922 e foi um construtor muito atuante entre as décadas de 1920 e 1940.

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