Umidade Relativa do Ar

ESCALA PSICROMÉTRICA UNICAMP PARA INDICAÇÃO DE NÍVEIS DE UMIDADE RELATIVA DO AR PREJUDICIAIS À SAÚDE HUMANA.

História

Em 1991 o Cepagri/Unicamp recebeu da Comissão Municipal da Defesa Civil de Campinas um telegrama com indicações de níveis de possíveis danos causados à saúde humana pela baixa umidade relativa do ar. A partir desse ano, o Cepagri resolveu adotar e divulgar essa escala empírica de Umidade como padrão de recomendação dos cuidados a serem tomados com a saúde e das ações da Defesa Civil. A escala passou então a ser utilizada rotineiramente durante a época de Primavera quando a baixa umidade do ar, além de indicar o perigo de incêndio em áreas vegetadas, pode comprometer seriamente a saúde humana. Mais recentemente, procurando agregar novas informações que pudessem comprovar a validade da tabela, o Cepagri desenvolveu atividades junto ao HC e à FCM da Unicamp visando comprovar os índices anteriormente adotados. Foram feitas também pesquisas bibliográficas detalhadas, mas não foram encontradas referências quanto ao assunto. Exceção a um trabalho efetuado por uma empresa de refrigeradores que deu maiores informações quanto aos valores utilizados anteriormente, comprovando de forma qualitativa o emprego da tabela. Novos estudos continuam a ser feitos, agora em cooperação com o Hospital Alberto Einstein, visando o aperfeiçoamento do sistema de alerta para a defesa civil.

Fonte:  https://goo.gl/VBCZcW

 

Umidade Relativa do Ar

Significa, em termos simplificados, quanto de água na forma de vapor existe na atmosfera no momento com relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. A umidade do ar é mais baixa principalmente no final do inverno e inicio da Primavera, no período da tarde, entre 12 e 16 horas. A umidade fica mais alta:

  • Sempre que chove devido à evaporação que ocorre posteriormente,
  • Em áreas florestadas ou próximas aos rios ou represa,
  • Quando a temperatura diminui (orvalho).

 

Problemas decorrentes da baixa Umidade do Ar

  • Complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas;
  • Sangramento pelo nariz;
  • Ressecamento da pele;
  • Irritação dos olhos;
  • Eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos;
  • Aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.

 

Cuidados a serem tomados

Até 30% estado de observação.

  • Acompanhamento dos índices da URA.

 

Entre 30 e 20% – Estado de Atenção

  • Emissão de Alerta e Vistoria de campo nas ares anteriormente identificadas;
  • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas;
  • Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc;
  • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc;
  • Consumir água à vontade.

 

Entre 20 e 12% – Estado de Alerta

  • Emissão de Alerta e Vistoria de campo nas áreas anteriormente identificadas;
  • Observar as recomendações do estado de atenção;
  • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas;
  • Evitar aglomerações em ambientes fechados;
  • Usar soro fisiológico para olhos e narinas.

 

Abaixo de 12% – Estado de emergência

  • Emissão de Alerta e acionamento do Plano de Ação;
  • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta;
  • Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc;
  • Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc entre 10 e 16 horas;
  • Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc.

 

Resumo dos estados URA:

 

Umidade relativa do ar – totais mensal:

 

Umidade relativa do ar – totais diários:

 

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